O que é o nervo ciático?
O nervo ciático é o maior nervo do corpo humano. Ele nasce na região lombar da coluna (entre as vértebras L4 e S3), atravessa as nádegas e desce por toda a perna, chegando até os dedos dos pés. Quando esse nervo é comprimido ou irritado em qualquer ponto do seu trajeto, surge a chamada dor ciática, tecnicamente denominada radiculopatia lombossacra.
Por que a dor “desce” pela perna?
A sensação de choque ou queimação ao longo da perna acontece porque o nervo conduz o estímulo doloroso por todo o seu caminho. É como um fio elétrico: se houver um problema na origem, o sinal percorre toda a extensão. Por isso, a dor pode aparecer na região lombar, nas nádegas, na coxa, na panturrilha e até na planta do pé — frequentemente em apenas um lado do corpo.
Quais são as causas mais comuns?
A compressão do nervo ciático pode ter diferentes origens:
Hérnia de disco lombar, a causa mais frequente. O disco intervertebral sai do lugar e pressiona a raiz nervosa.
Estenose do canal vertebral, estreitamento do espaço por onde passa o nervo, comum em pessoas acima dos 50 anos.
Síndrome do piriforme, um músculo profundo da nádega comprime o nervo ciático.
Espondilolistese, escorregamento de uma vértebra sobre a outra.
Como aliviar a dor?
Na maioria dos casos, a ciática melhora com tratamento conservador:
Analgésicos e anti-inflamatórios prescritos pelo médico para controle da dor aguda.
Fisioterapia, com exercícios de fortalecimento da musculatura lombar e alongamento específico.
Mudança de hábitos posturais, especialmente para quem passa muitas horas sentado.
Infiltração corticoide em casos moderados a graves, realizada com guia de imagem.
A cirurgia é indicada em situações específicas: quando há perda de força nos membros, alteração do controle da bexiga ou do intestino, ou quando o tratamento clínico prolongado não traz melhora satisfatória.
Quando procurar um médico?
Dor que dura mais de quatro semanas, que piora progressivamente ou que vem acompanhada de fraqueza na perna são sinais de alerta. O diagnóstico correto, feito com avaliação clínica e, quando necessário, ressonância magnética, é essencial para definir a melhor conduta para cada caso.